 Casimiro Cunha sucede a Luis Coelho e aponta como objectivo primordial o crescimento sustentado da modalidade e a melhoria das condições de treino para os mais de 200 atletas da secção
A Secção de Basquetebol do S. C. Braga prepara-se para a nova época desportiva e reorganiza-se com vista a continuar o seu crescimento sustentado. Casimiro Cunha é o novo presidente escolhido pelos seccionistas para dar continuidade ao trabalho que a equipa de Luis Coelho desenvolveu com resultados extremamente positivos nos últimos quatro anos.
Foram quatro temporadas de grande crescimento em todos os sentidos. Os indicadores de actividade da secção ultrapassaram tudo quanto era previsível e o basquetebol do S.C. Braga afirmou-o como o maior clube do distrito a nível da formação. Aliás, era a formação a sua posta central e principal objectivo na actual fase de desenvolvimento do seu plano estratégico. Em apenas quatro anos o número de atletas federados passou de 46 para mais de 200 pelo segundo ano consecutivo. O número de equipas em actividade passou de 5 para 18, o número de horas de treino passou de 680 para mais de 1700, os jogos oficiais passaram de 90 para mais de 250. Com a principal aposta da secção a passar pelo fomento da prática do minibasquete, esta actividade foi reconhecida pela Federação Portuguesa de Basquetebol com o título de Escola de Minibasquete Portuguesa e com a atribuição do prémio “Cremildo Pereira” para o distrito de Braga (clube com maior número de atletas de minibasquete). Foi também neste período que foram criadas as primeiras equipas femininas de basquetebol do S.C. Braga. O crescimento do número de praticantes e as primeiras taças conquistadas pelas jovens bracarenses asseguram um futuro risonho. E também nos escalões de formação masculinos o sucesso tem sido indesmentível. Com muitos e bons atletas, todos os títulos distritais (sub-14, sub-16 e sub-18) da temporada que acaba de terminar foram conquistados pelas equipas do S.C. Braga. Foi também assinalável o esforço de formação de novos treinadores e o contributo dado à modalidade com o fomento e incentivo à formação de novos árbitros. A tudo isto a juventude bracarense deu o seu entusiasmo e dedicação, fazendo do basquetebol bracarense uma realidade completamente diferente em apenas quatro anos.
Esta mudança directiva acaba por ser o reconhecimento de que a secção cresceu muito e que, por este facto, não mais é possível a Luis Coelho, que exerce a sua actividade profissional fora de Braga, continuar a dirigir os seus destinos. Casimiro Cunha, que fazia parte do anterior elenco directivo, contará com Luis Coelho como um dos directores da secção, bem como com a generalidade dos demais, estando ainda prevista a entrada de novos seccionistas com vista a reforçar uma equipa que quer continuar a contribuir para o crescimento e afirmação do basquetebol do S.C. Braga no panorama desportivo local, regional e nacional.
Consciente do momento decisivo que esta secção enfrenta, o seu novo presidente, Casimiro Cunha, estabelece como principal objectivo o crescimento sustentado da modalidade e a melhoria das condições de treino para os mais de 200 atletas da secção.
O crescimento dos últimos anos, quer quantitativo quer qualitativo, transformou a secção e exige desta uma cada vez maior capacidade de resposta aos desafios que se lhe colocam. Segundo o novo presidente, é vontade da secção continuar a crescer de acordo com um princípio do qual não se pode afastar: o princípio da sustentabilidade. A secção está ainda na primeira fase do seu projecto: a do desenvolvimento quantitativo sustentável. E, apesar das dificuldades sentidas ainda nesta primeira fase, surgem já resultados qualitativos (a 2ª fase do projecto é a do desenvolvimento qualitativo sustentado) que nos indicam que, a criarem-se as condições para tal, será facilmente demonstravel que os jovens bracarenses são tão ou mais capazes que os jovens de outros locais onde o basquetebol se encontra implantado a outro nível.
Ainda segundo Casimiro Cunha, a quantidade tem custos e as equipas precisam de locais para treinar. É um facto que o basquetebol do S.C. Braga não tem um espaço próprio para treinar. Esta época os treinos decorreram no Pavilhão do Externato Carvalho Araújo (Real), no Pavilhão da Escola E,B, 2,3 do Cávado (Panoias), no Pavilhão da Escola Secundária D. Maria II e no Pavilhão do ex-IEC- Magistério Primário (Av. Central). Todos os espaços foram pagos e, infelizmente, alguns deles são muito distantes do centro da cidade, causando dificuldades óbvias que obstam a uma ainda maior implantação da modalidade. Este é o maior problema da secção. A consolidação deste projecto passa necessáriamente pela obtenção de espaços com a dimensão adequada, para proporcionar treinos aos cerca de 300 atletas que serão uma meta a atingir num futuro a médio prazo (2 equipas, masculina e feminina, por escalão dos mini 8 aos seniores). A secção de basquetebol do S.C. Braga não desistirá de alcançar este desiderato e tudo irá continuar a fazer para demonstrar como esta é uma necessidade premente. Casimiro Cunha acredita que irá alcançar uma solução para este problema, ainda que numa primeira fase admita que a secção tenha que continuar a fazer uso de vários pavilhões, embora estes devam situar-se cada vez mais próximos do centro da cidade. A bem do fomento da prática desportiva dos jovens bracarenses, e do basquetebol em particular, Casimiro Cunha afirma que a secção tudo fará para dignificar o S.C.BRAGA e saber merecer cada vez mais o apoio dos bracarenses e das forças vivas da cidade. |